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13/12/2017 15h31 - Atualizado em 13/12/2017 16h15 Arbitrariedade da gestão em relação às férias demonstra desrespeito aos servidores


Após quase um semestre em que servidores municipais da Prefeitura de Palmas tiveram dificuldade ou não conseguiram tirar férias, a gestão municipal, em mais uma decisão arbitrária, quer obriga-los a saírem de férias compulsoriamente a partir da segunda quinzena de dezembro ou durante o mês de janeiro. Isto é, sem aviso ou programação prévia, impedindo o servidor de planejar seu merecido descanso.

Apesar de a Gestão Municipal ter a prerrogativa de definir o período de férias dos servidores, podendo estas serem acumuladas em até dois períodos, entende-se, que com planejamento é possível que este direito seja concedido de forma a atender da melhor maneira os interesses de ambos.

“Esta medida é arbitrária e denota a falta de sensibilidade do prefeito Amastha, que não administra pensando em pessoas, apenas em números e resultados”, ressalta o presidente do Sindicato, Heguel Albuquerque, ao afirmar também “que a média salarial do servidor municipal não é alta, desta forma o momento de férias carece de planejamento, tanto financeiro, como de outros entes familiares, o que se torna impossível com esta decisão compulsória”, conclui.

Albuquerque lembra ainda, que desde o início da gestão do Prefeito Carlos Amastha que a concessão de férias aos servidores tem sido dificultada, somente na primeira gestão o direito foi suspenso por duas vezes. Já em 2017, em meio ao não pagamento da data-base e das progressões, as férias eram continuamente negadas, mesmo sem suspensão oficial. Agora o direito é concedido de forma compulsória, e muitos continuam sem ter como se programar.

O Sisemp entende que com o planejamento adequado, em comum acordo entre gestão e servidor, seria possível que os servidores gozassem de suas férias de forma benéfica a todos. “Não estamos tratando de máquinas que são ligadas e desligadas na conveniência do usuário. São pessoas, trabalhadores que merecem respeito para que possam descansar com dignidade”, afirma Albuquerque.

O presidente do Sisemp informa ainda, que tão logo seja publicado o ato administrativo, o Sindicato tomará as medidas legais cabíveis.

  


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